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Terceiro dia do JavaOne
Hoje foi o dia da Nokia, principal parceira deste evento.
John Gage abre o evento e diz que, na historia da Java o papel da Nokia tem sido e foi fundamental, por ter sido uma das primeiras que acreditou na plataforma. E para explicar melhor isto chamou ao palco Pertti Karhonen, Vice-presidente e responsável pela tecnologia da empresa. Ele começa dizendo que Java sempre foi a paixão da Nokia e por isto colocaram Java em CADA celular que sai da fabrica. O lema deles é A forca da Java embarcada em cada bolso.
O mercado hoje tem 635 modelos diferentes de aparelhos celulares e se espera que existam um bilhão de aparelhos no mercado em 2006. Atualmente 331 aparelhos rodam MIDP 1.0 e 173 MIDP 2.0.
A grande novidade da empresa é a Mobile Service Architecture - MSA que é aderente as JSR 248 e 249, que objetivam simplificar os padrões da Java embarcada, principalmente com relação aos problemas de fragmentação. É um padrão aberto e foi assinado por 12 dos maiores fabricantes de celulares do mundo.
Sobe também ao palco Gerard Wiener para uma demonstração de um jogo de bilhar sendo executado, em 3D, e em tempo real, com outro dispositivo. A resolução é impressionante e o tempo de resposta impressionante. E ainda tem gente que insiste falar que Java é lenta.
Ion Bostrom, diretor da tecnologia Java da Nokia fala em seguida sobre o envolvimento da empresa na tecnologia J2EE, para a próxima geração de aparelhos Java, a JSR 232 OSGi MEG. Isto coloca os aparelhos celulares fazendo parte do negocio da empresas. Para isto, fez uma demonstração usando a ferramenta de desenvolvimento Eclipse e a Nokia Development Suite, que pode ser baixada de www.forum.nokia.com/tools .
O uso da Eclipse não foi acidental, chamam ao palco Craig Hayman, Vice-presidente do grupo de desenvolvimento de softwares da IBM que afirma ser o objetivo do seu grupo a aceleração do tempo de desenvolvimento de uma aplicação para celulares. Ele acredita que, oito meses de tempo médio para o desenvolvimento de uma aplicação tem sido exageradamente alto, pois este é exatamente o tempo médio de vida de destes dispositivos. Em outras palavras, quando o programa fica pronto o celular já está obsoleto. Ele sugere o uso de uma tecnologia disponível para o WebSphere chama de WCTME.
Karhonen encerrou sua apresentação fazendo um convite aos desenvolvedores para participar do Fórum da Nokia, que já conta com dois milhões profissionais registrados.
Hoje existe muita expectativa, pois é o dia que a Microsoft vai fazer oito sessões de apresentações mostrando a interoperabilidade entre as plataformas Java e Dot Net. Quem diria. Tio Bill com espaço oficial dentro do JavaOne !!!! Tem MUITA gente mordendo a língua pelas bobagens que andaram falando nos últimos anos, dos dois lados ! A vida e' assim mesmo, a regra hoje é competição. A concorrência e a competição acontecendo tudo ao mesmo tempo.
Passei a tarde no Pavilhão visitando os fabricantes, tem coisas interessantíssimas acontecendo. Encontrei com a nossa musa da Java Fabiane Nardon, que está muito envergonhada com toda a exposição a mídia que lhe está acontecendo. Mas o que a chateia são os comentários de americanos insistindo em perguntar, pelos corredores, onde ela aprendeu Java? Quando ela afirma que e' brasileira, fez mestrado e doutorado no Brasil, não satisfeitos perguntam se os desenvolvedores desenvolvedores de sua equipe estudaram por aqui, mesmo ela reafirmando que seu time é composto de brasileiros que aprenderam Java no Brasil, definitivamente não acreditam. Fazer o que? Cada um acredita no que quer!
Voltei para o hotel, fiz meu ultimo ensaio com os equipamentos e voltei pronto para minha apresentação. Ainda deu para assistir o Vinicius e a Iara da GlobalCode apresentando no horário antes de mim, com auditório lotado. Tirei fotos. E finalmente chegou a nossa vez (eu e Renato Maletta do Instituto CTS) e pudemos apresentar, no meu inglês catastrófico (me Tarzan you Jane), o nosso projeto Rybená. Pessoal interessado, tomando notas e quando deixamos um celular circulando entre o publico e eu enviando sinais dava para ver em seus semblantes que ficaram impressionados. Surpresa para mim foi ver entre o publico Reggie Hutchenson, Shridar Reddy e Simon Ritter, os evangelistas da Sun que tanto têm nos apoiado nos nossos encontros em Brasília. Ainda bem que só os vi no final da apresentação, pois ficaram mais no final da sala, senão teria ficado nervoso. Depois da apresentação me arrastei para o hotel enquanto o pessoal ainda foi para uma festa de comemoração dos 10 da Java. Para mim, o dia foi demais. Haja coração!
Obrigado a todos pelas mensagens de congratulações e carinho que temos recebido. Para nos tem sido um orgulho podermos apresentar um pouco do temos feito no Brasil e mostrarmos por aqui que, existe vida inteligente abaixo da linha do Equador.
Amanhã envio as noticias do Quarto dia de evento.
Daniel deOliveira
JUG Leader
Brasília Java Users Group
daniel@dfjug.org
www.dfjug.org
Brasil