![]() |
Segundo dia do JavaOne
Hoje o Brasil brilhou no JavaOne e com uma menina bonita !
Era para começar as 8 da manha, mas foi somente as 08:30 que o Moscone Center foi aberto. Durante meia hora ficamos debaixo de uma chuvinha fria, formando uma longa fila que dobrava quarteirões, esperando a abertura dos portões. Ouvi americanos do meio oeste reclamando de frio. Não sabiam da fama de San Francisco e vieram de manga de camisa, pois para eles já é verão. John Gage inicia o evento informando a todos que tinham ainda 67 horas pela frente e, para não serem tímidos. Informa também que a seção recordista de gente foi a de JBI - Java Business Integrator, o que mostra uma tendência, se os mais espertos souberem ler os indicadores. A primeira apresentação do dia foi o JUIC, um programa para celulares desenvolvido pelos engenheiros da Sun India, para ajudar fazendeiros pobres a negociar seus produtos agrícolas, baseado em sofware livre, você pode baixar o código do java.net.
Em seguida Gage chama Scott MacNeally para o palco, para falar de "O poder do partilhamento". Começa agradecendo aos 4,5 milhões de desenvolvedores Java do mundo e informando que de todos os mercados existentes, um a Sun domina 100%, é o automobilístico de Marte :-))
Em seguida avisa que a Sun havia acabado de adquirir a SeeBeyound, por 387 milhões de dólares e chamou Jim Demetriades, para explicar o que a empresa faz. O trabalho e' baseada no binômio segurança e integração e o objetivo é organizar toda a tecnologia que uma empresa possui. Um exemplo é a aplicação baseada no J2EE Integration Platform, que está sendo usada para integrar todo o modelo de saúde do Reino Unido, colocando todos os hospitais, clinicas, etc... debaixo de uma mesma visão.
McNeally continua mostrando números e agradece aos 912 membros do Java Community Process - JCP e parabeniza o mercado por ter atingido 1 bilhão de JavaCards . Para falar em JavaCards convida ao palco Olivier Piou CEO da Axalto, empresa européia maior fabricante mundial deste tipo de produto. Piou começa agradecendo ao McNeally, em forte sotaque francês, pela empresa de 1 bilhão de dólares que tem. Afirma que ouviu falar de JavaCards pela primeira vez, durante o JavaOne de lançamento do produto, acreditaram na idéia, investiram e hoje são os maiores detentores do mercado. Em seguida virou para os 15.000 desenvolvedores presentes no auditório e apontando para MacNeally disse "Ouçam SEMPRE o que este cara tem para dizer". Para encerrar mostrou o novo produto da empresa, o passaporte digital. Um folha, fina como um filme, com todos os circuitos eletrônico, operada por radio freqüência, que contem todos os dados de uma pessoa. Dando prosseguimento, McNeally mostra a foto de Bone, explica o projeto de ajuda econômica aos paises da África e o apoio que a Sun da a ele.
E a partir dai só deu Brasil. Para falar sobre a inclusão digital na área da Saúde Publica, apresenta um filme de cinco minutos de duração, cuja primeira imagem e' da colega Beatriz Leão, ganhadora do primeiro Duke Award, explicado como funciona o uso dos SmartCards no SUS. Beatriz é conhecida do DFJUG, pois há dois anos atrás deu uma palestra sobre o assunto, em um dos nossos encontros mensais. Em seguida o filme mostra o programa integrado de saúde implantado pelo município da cidade de São Paulo. Para explicar o modelo, chama ao palco Fabiane Nardon da ATECH, responsável pelo projeto. Fabiane, para os que se lembram foi uma das palestrantes do Kwarup do DFJUG do ano passado, quando na seção dedicada as mulheres (Yamaricuma) explicou exatamente este projeto. Ela disse que o projeto tem dois milhões e meio de linhas de código e foi desenvolvido em quatro meses, o que gerou um Ohhhh !!! generalizando na assistência. Em seguida ela foi longamente aplaudida de pé.
Para falar de educação como integradora da inclusão digital e social, McNeally falou de um projeto que esta sendo desenvolvido nas Filipinas, chamado JEDI e também o da Sun, chamado de GELC - Global Education Learning Iniciative, todo opensource e baseado no java.net Community. Vale a pena dar uma olhada. Vejam também www.sun.com/edu/student_developer
Para o esperada entrega do Duke Award sobe também ao palco James Gosling. McNeally explica que o James foi o responsável solitário da decisão da seleção dos finalistas do premio. Ganharam na categoria de Comunidade o projeto do Romberg Tiburon Center e o SAS ins School. Na categoria Enterprise o modelo de saúde de São Paulo e sobe novamente ao palco a Fabiane Nardon, que recebe seu Duke Award das mãos de james Gosling, sob nova chuva de aplausos, a Ecocean, projeto de identificação fotográfica dos tubarão baleia e a NTT Do Co Mo, pelo projeto de cartão de credito baseado no celular. Nas tecnologias emergentes ganharam a área de saúde da GE e a Boing, com o Scan Eagle, um avião autônomo. Mais sobre isto vamos falar amanhã. Ganharam também a GigaSpaces com uma aplicação para cards e em Jogos o Duke Award foi para OOO Three Rings e um projeto japonês, baseado no Looking Glass para observação astronômica do Institute de Tecnologia da Universidade de Kyushu.
Momento de forte emoção foi quando Scott MacNeally pede para apagar um pouco as luzes e mostrar outro filme sobre a vida de james Gosling. Ele magro, cabeludo, depoimentos de colegas, da esposa e das duas filhas e quando termina o filme, pega um Duke folheado a ouro, que estava escondido debaixo da mesa e entrega para James Gosling, por todos os serviços prestados a causa Java em mais de 15 anos. Foi aplaudido de pe' por quase cinco minutos. Ele emocionado só conseguia falar "Thank you!".
Passada, um pouco, a emoção, entra no palco, com o James o segundo competidor do dispositivo de lançamento de camisetas (o primeiro foi apresentado ontem). Este projeto, desenvolvido por programadores Java da Sun Austrália, e uma geringonça criada com partes de uma bicicleta que um Macintosh para calcular distancia, altura, angulo, acoplado a uma câmera digital que determina exatamente como chegar numa pessoa escolhida da audiência. A imagem digital parece muito com o filme Guerra nas estrelas. Aí começa a gozação, os caras para lançar as camisetas, depois de toda a exibição tecnologia, começam a girar as pedaleiras de uma roda de bicicleta que tem camisetas amarradas e a medida que roda vai lançando as camisetas. Muito criativo e engraçado. Criaram uma expectativa de high tecnology e depois usaram baixa tecnologia.
Reflexão do dia: Neste JavaOne muito tem se falado que acabou a era da informação e que a próxima era da computação será a Participation Age - a Era da Participação. É para se pensar!
De resto a tarde e a noite foi passada no Pavillion, vendo as tecnologias que estão sendo apresentadas, discussões com o pessoal da Nokia, e para estamos levando MUITAS novidades para o DFJUG e fazendo um ensaio obrigatório da apresentação do Rybena, que acontecerá amanha a noite.
Amanha envio as noticias do terceiro dia de evento.
Daniel deOliveira
JUG Leader
Brasília Java Users Group
daniel@dfjug.org
www.dfjug.org
Brasil